@joze_caozinho

o ébrio.

Em Os Artigos Nefastos, E5330pm09201053 UTC09 às 15:46

Tornei-me um ébrio e na bebida busco esquecer
Aquela ingrata que eu amava e que me abandonou.
Apedrejado pelas ruas vivo a sofrer.
Não tenho lar e nem parentes, tudo terminou…
Só nas tabernas é que encontro meu abrigo.
Cada colega de infortúnio é um grande amigo,
Que embora tenham, como eu, seus sofrimentos,
Me aconselham e aliviam o meu tormento.
Já fui feliz e recebido com nobreza. Até
Nadava em ouro e tinha alcova de cetim
E a cada passo um grande amigo que depunha fé,
E nos parentes… confiava, sim!
E hoje ao ver-me na miséria tudo vejo então:
O falso lar que amava e que a chorar deixei.
Cada parente, cada amigo, era um ladrão;
Me abandonaram e roubaram o que amei.
Falsos amigos, eu vos peço, imploro a chorar:
Quando eu morrer, à minha campa nenhuma inscrição.
Deixai que os vermes pouco a pouco venham terminar
Este ébrio triste e este triste coração.
Quero somente que na campa em que eu repousar
Os ébrios loucos como eu venham depositar
Os seus segredos ao meu derradeiro abrigo
E suas lágrimas de dor ao peito amigo.

Hei de torcer, torcer, torcer…

Em Os Artigos Nefastos, E0230am09201002 UTC09 às 02:28

é quando da bola solta na área, os olhos do peito ficam turvos, um rumor de multidão parece fazer vibrar de longe o tímpano. e dá-lhe pelota espirrada, os shorts ex-brancos se movimentam com amor e raiva. a gente, que assiste, que não pode fazer nada, quantas vezes já quis pular o alambrando porque via uma brecha pro contra-ataque, toca pra mim, eu tô livrinho, vai ser cara a cara, não tem como errar… imagina esse troço, eesa coisa de fazer um gol no estádio lotado, pleno Maracanã, templo-mor da tribo-Brasil, que não deve caber no peito, aquela gente toda! uma multidão! uma massa! um povo! um povo bradando gritos de alegria! deve ser maravilhoso, deve ser como teatro na Grécia Antiga, aqueles anfi-teatros moradas dos deuses, aqueles gregos que sentavam para aplaudir e urrar e dançar e festejar, deve ser como Roma, o Coliseu, banhado de ouro e sangue, pois nos nossos estádios também há ouro, não falta sangue…

quando da bola solta na área somos todos um só, uma só vontade, somos aquele povo inteiro que quer judiar da rede. é um caminho que vai crescendo, enlarguecendo, por mais estreito que seja o caminho até o gol. os homens vão se iluminando, vão se irradiando, emanam suas legiões, seleções de alteridades fanáticas, a luz vai tomando o estádio, quase de assalto, e não mais que de repente ela explode, todos nós explodimos, a rede explode, explode as cordas dos locutores de rádio nas cabines, o capacete do policial, somos todos irmãos, todos iguais, todos nos amamos e cantamos a canção da guerra. em seguida, respiramos fundo e felizes e a bola no centro do campo nos reserva espetaculares devires da emoção. anônimos. sentadinhos. apaixonados.

(Tamo junto, tricolor paulista!)

chet, bake my soul

Em Os Artigos Nefastos, E4930am09201049 UTC09 às 04:59
You`re my funny valentine,
Sweet comic valentine,
You make me smile with my heart.
Your looks are laughable, un-photographable,
Yet, you`re my favorite work of art.

Is your figure less than Greek?
Is your mouth a little weak?
When you open it to speak, are you smart?
But, don`t change a hair for me.
Not if you care for me.
Stay little valentine, stay!
Each day is Valentine`s Day

Is your figure less than Greek?
Is your mouth a little weak?
When you open it to speak, are you smart?
But, don`t change a hair for me.
Not if you care for me.
Stay little valentine, stay!
Each day is Valentine`s Day

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